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segunda-feira, 5 de abril de 2021

Histórias para vestir: minissérie da Netflix

 


Roupa é para vestir
é para dizer sim, é para dizer não
Roupa é para identificar
é para levar na bolsa, na mochila, na mão
Roupa é para conquistar
é para dançar, soltar o corpo ou apenas ouvir a canção
Roupa é para esconder
é para racionalizar, seguir o padrão
Roupa é para expressar,
é para mostrar ou ocultar, conforme a religião  
Roupa é para significar
é para estar no corpo e perto do coração.

Se você tem interesse em explorar o universo das roupas e acessórios, não deixe de assistir a série "Histórias Para Vestir", exibida via streaming pela Netflix. Lançada no início deste mês, a série é dirigida por Dara Horenblas, Ted Passon e Claudia Voloshin. São oito episódios que variam de 28 a 31 minutos, e que possuem os seguintes títulos: comunidade, achados e perdidos, novos começos, amadurecimento, uniforme, apostando alto, sobrevivência, e amor. Trata-se de uma boa oportunidade para estudar e compreender o consumo de roupas como expressão de cultura material e elementos de significação.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O Cheiro do Ralo

Não há sociedade sem materialidade. Os objetos que usamos e que estão presentes em nosso cotidiano representam essa condição. Compõem a cena doméstica – inclusive a paisagem urbana. Na maior parte do tempo, passam despercebidos e são lembrados quando necessários. Nesses casos, recebem sentidos, ganham significados e até se tornam símbolos. É algo inerente à cultura material.

O filme O Cheiro do Ralo (Brasil, 2007, Comédia/Drama, 112 minutos), direção de Heitor Dhalia, roteiro de Lourenço Mutarelli, Marçal Aquino e Heitor Dhalia, com Selton Mello e Paula Braun, revela de forma ímpar a transversalidade da cultura material em nosso cotidiano. Tal revelação ocorre de forma dolorosa por meio da transferência de posse dos objetos, que é algo central no enredo do filme. De modo estarrecedor, o filme trata de valor material, valor monetário e valor simbólico.

Trata-se de oportunidade para se observar significados que atribuímos aos objetos ao tê-los sob nossa posse e uso. É, também, uma ótima ocasião para verificar aquilo que outros lhe atribuem quando colocados em perspectiva de troca e comercialização e não apenas de uso. Dito de outra maneira, é uma excelente oportunidade para assistirmos de que maneira construímos e transferimos significados para os objetos – poderia até servir de ilustração para algumas das obras de Daniel Miller ou Grant McCracken.

Esse post compõe uma série chamada "Filme". Trata-se de sugestões de filmes.

sábado, 4 de junho de 2011

Valor simbólico

Uma das maiores dificuldades que existem nas relações cotidianas diz respeito à noção de valor das ações e intenções. Valor, não no sentido moral ou como elemento de expressão cultural. Mas, valor em termos simbólicos. Como as ações e intenções são manifestadas, via de regra, por meio de objetos, tornando tangível o que, a princípio, é intangível, o valor simbólico tende a estar imbricado no valor material.  

Obs.: a "tirinha" desse post foi gentilmente encaminhada, como sugestão, por Márcia Fiorin.

Referências Conexas

DOLGIN, Alexander. The economics of symbolic exchange. Heidelberg: Springer, 2009.

POLANYI, Karl. The semantics of money-uses. In: DOLGIN, Janet L.; KEMNITZER, David S.; SCHNEIDER, David M. (Eds.) Anthropology: A Reader in the Study of Symbols and Meanings. New York: Columbia University Press, 1977. p. 394-411.