quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Justiça (Minissérie da Globo)

- A justiça é mais cega do que a paixão?

- Fazer silêncio é fazer justiça?

 - Falta de justiça tem cura?

- Existe justiça na vingança?


Essas perguntas são feitas no trailer (veja acima) de Justiça, nova minissérie da Globo. O trailer é muito bem feito e sinaliza uma minissérie com roteiro inusitado. A Globo parece ter lembrado que o Brasil é mais do que São Paulo e Rio de Janeiro e ambienta a minissérie na cidade de Recife. Segundo a sinopse divulgada pela emissora, são quatro histórias paralelas com quatro protagonistas diferentes, um para cada dia da semana em que a minissérie será exibida (segunda, terça, quinta e sexta - quarta é dia de futebol na emissora). As histórias se cruzarão no encontro entre os personagens em uma delegacia. De algum modo a proposta narrativa da minissérie lembra a estratégia usada no roteiro de Crash - No Limite, filme de Paul Haggis que venceu o Oscar no ano de 2006 em três categorias: filme, roteiro original e edição. Se a minissérie será realmente boa, só a sua exibição irá revelar. As minisséries tendem a ser bons trabalhos, desde que se desenvolvam como obras fechadas e não caiam na tentação de fazer concessões para aumentar a audiência - o que, diga-se de passagem, é algo raro. 

domingo, 8 de maio de 2016

Consumo de Moda [12º. Colóquio de Moda]



O 12º. Colóquio de Moda será realizado em João Pessoa, de 11 a 14 de setembro de 2016. Destaque especial para a discussão sobre Consumo de Moda realizada no GT 2, coordenado pelas por Ana Paula de Miranda (UFPE) e Olga Maria Coutinho Pépece (UEM). 

O GT de Consumo de Moda "(...) propõe a discussão de estudos que reflitam a pesquisa sobre consumo de moda. O objetivo é analisar as relações de consumo de moda quer sejam estas entre pessoas ou entre pessoas e objetos, com ênfase na compreensão das comunidades de consumo, e o estudo de estratégias, sobretudo de marcas, como recursos de construção de significados entre empresas e sociedade. Incluem-se aqui estudos que utilizem metodologias qualitativas e/ou quantitativas com foco tanto no consumidor final (processos intraindividuais, interpessoais e sociais do consumo) bem como, o comportamento do comprador organizacional." 

Os trabalhos para o GT poderão ser submetidos até o dia 30 de maio. Maiores informações podem ser encontradas no website do evento clicando aqui.

domingo, 27 de março de 2016

RIMAR, v. 5, n.2, Jul./Dez. 2015



O número mais recente da RIMAR - Revista Interdisciplinar de Marketing já está disponível para leitura. Trata-se do n.2, v.5, jul./dez. 2015. Os textos dessa edição são os seguintes:
Editorial
- Estudos Sobre Consumo e Marketing
por Francisco Giovanni David Vieira
Artigos
- O Gosto do Consumidor: Reflexão Teórica e Conceptualização
por Renato Renato Hübner Barcelos
- Reflexões Sobre Consumo, Identidade e Masculinidade em um Bairro Carioca
por Fávia Cupolillo e Eduardo Ayrosa
- Mulheres Ricas: Distinção e Subjetivação nas Práticas de Consumo da Classe A
por Louise Henkes e Marlon Dalmoro
- Consumer Culture Theory (CCT) no Contexto das Experiências de Consumo de Serviços: Em Busca de Uma Agenda de Pesquisas
por Marcelo Pinto, Rodrigo Freitas, Sara resende e Adriano Joaquim
- Reflexões Sobre as Perspectivas de Contribuição da Semiótica Francesa Para os estudos de Marketing e Branding
por Luís Pessôa, Viviane Sant'Ana e Flávia Mello
Confira a edição por meio desse link:http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/rimar/index

quarta-feira, 23 de março de 2016

Redução de embalagens em tempos de Páscoa



Se você pensou que ao comprar um ovo de Páscoa da Nestlé, Garoto ou Lacta, estava comprando algo semelhante ao que havia comprado no ano passado, enganou-se. Segundo o Procon da cidade de Porto Alegre - RS, essas empresas reduziram entre 10% e 15% o peso dos ovos que comercializam, sem, entretanto, reduzirem de modo proporcional os preços de venda dos produtos. Mais que isso, sequer comunicaram aos consumidores a redução do peso, como determina a legislação vigente. Não é a primeira vez que ocorre a redução no peso de chocolates oferecidos por essas empresas sem que comuniquem tal feito. Elas são reincidentes. Infelizmente, pouco ou quase nada parece acontecer para evitar que adotem tal prática. 

Referências Conexas

Vieira, F. G. D., Crubellate, J. M., Silva, I. G., & Silva, W. R. (2002). Silêncio e omissão: aspectos da cultura brasileira nas organizações. RAE-eletrônica, v. 1, n. 1, p. 1-11.

Vieira, F. G. D. (2003). A soberania do consumidor como um mito perante situações de redução de embalagens no mercado brasileiro. Anais do Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, Atibaia, SP, Brasil, 27.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Tente ler as instruções



Primeiro remova a tampa
depois retire o papel com as instruções
e em seguida tente lê-las.
Mas tente com vontade e seja persistente.
Para a indústria, consumidores de garrafas térmicas têm visão de super-herói !

domingo, 13 de março de 2016

Maria Gazoza



Outro dia eu estava andando pelos corredores de um shopping center e me deparei com um ponto de vendas moldado em uma carcaça de uma kombi. Aquilo despertou a minha atenção e terminei por me encaminhar até o local que, de perto, pareceu funcionar como uma espécie de quiosque. Ao aproximar-me percebi o nome Maria Gazoza inscrito onde normalmente seria encontrada a logomarca da Volkswagen - fabricante da kombi - e indaguei sobre o que era ali vendido. Fui informado - e vi - que se tratava, sobretudo, da venda de capas e acessórios para aparelhos de telefonia celular e tablets, com motivos e estampas bem coloridas, especialmente voltadas para consumidores jovens.

Após ser atendido, agradeci a atenção e voltei a caminhar pelo shopping. Enquanto caminhava fiquei a pensar no quão curioso era o que eu acabara de ver. Pensei sobre como são criados alguns símbolos - leia-se marcas - para consumo. Maria Gazoza quer ser moderna, tecnológica e voltada para a Geração Z ao oferecer capas e acessórios para celulares e tablets. No entanto, carro não é celular ou tablet, e a kombi é um automóvel lançado em 1950, cerca de 40 anos antes do início da Geração Z.

Como se não bastasse, Maria Gazoza remete à "maria gasolina", uma alcunha cujo significado está próximo de algo como "uma mulher que só quer saber de carro". Em um contexto social machista, onde o automóvel é um item de consumo associado predominantemente ao universo masculino, e cuja posse representa uma forma de empoderamento, ao contrário do que eu havia visto e ouvido, Maria Gazoza pareceu-me sugerir uma posição de subserviência para as mulheres. Que dissonância cognitiva!

Referências Conexas

Baudrillard, J. (2005). A sociedade de consumo. Lisboa: Edições 70.

Brown, S. (1993). Postmodern marketing? European Journal of Marketing, 27(4), 19-34.

Featherstone, M. (2007). Cultura de consumo e pós-modernismo. São Paulo: Studio Nobel.

Slater, D. (2002). Cultura do consumo & modernidade. São Paulo:Nobel.

Van Raaij, W. F. (1993). Postmodern consumption. Journal of Economic Psychology, 14(3), 541-563.