O que diferencia bricolagem de customização? É a capacidade estruturante dos agentes envolvidos? Há uma fronteira entre elas ou não é possível estabelecê-la em função da própria dinâmica do mercado? É possível definir um limite entre elas com base no sentido da ação dos agentes envolvidos na organização e no ato do consumo? O que diferencia uma da outra? Ao olhar a foto desse tênis fiquei a pensar se o mesmo seria um caso de customização de produto para consumo ou se seria um caso de bricolagem para consumo. Então!?
Comentários e observações sobre Cultura de Consumo, Marketing e Construção de Mercados
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quinta-feira, 6 de março de 2014
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Produção e consumo de parceria no tênis
Atletas têm vida profissional relativamente
curta. As práticas esportivas que desenvolvem são consumidas pela mídia e por
diferentes pessoas como forma de entretenimento. Aspectos relativos a valores,
princípios morais, ética, disciplina, dedicação pessoal e superação física,
também gravitam em torno dessas práticas. Há um grande leque de agentes com
interesses em torno desse processo, e todos consomem o desempenho dos atletas:
veículos de comunicação, indústria de material esportivo e instituições
educacionais, entre outros. A indústria de material esportivo, em particular,
ao mesmo tempo em que financia e remunera os atletas, precisa deles para posicionar
e vender suas diferentes linhas de produtos junto ao mercado. Em que pese o término
de suas carreiras enquanto atletas profissionais, alguns deles continuam a
relação com a indústria esportiva por meio das chamadas parcerias. É o caso de
Gustavo Kuerten.
Obs.: a foto acima é da loja Guga Kuerten,
localizada na Rua Bocaiúva, 2198, Centro, Florianópolis, Santa Catarina,
Brasil.
Esse post compõe uma série chamada "Nota de Viagem". Trata-se de observações realizadas durante viagens.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Fotos para o imaginário no mundo do tênis
Dizem que uma imagem vale por mil palavras. Com uma foto é possível dizer o mesmo – desde que ela não seja produto para consumo oriundo do Photoshop, claro! Além de mostrarem e revelarem, fotos também sugerem e insinuam. Em algumas, o que não é completamente visto pode ser imaginado. E isso é mais do que suficiente para que não seja esquecida. Tem-se aí uma sutil junção entre memória e imaginário.
Dois casos no mundo do tênis ilustram bem essa situação. O primeiro refere-se à foto que recebeu o título de “Tennis Girl”, feita por Martin Elliot em 1976. De modo surpreendente, a identidade da pessoa fotografada foi revelada agora em 2011. Trata-se de Fiona Walker, a quem o fotógrafo namorava à época em que a foto foi feita.
O segundo caso diz respeito a uma foto tirada após uma invasão de quadra feita por uma mulher durante uma partida de tênis do torneio de Wimbledon em 1996. Nessa segunda foto, a mulher é escoltada por dois membros da Scotland Yard – como é chamada a polícia de Londres.
Em ambas as fotos as mulheres aparecem de costas. O que delas se vê, contudo, tem alimentado o imaginário de diferentes pessoas no mundo do tênis ao longo de décadas.
Referências Conexas
DURAND, Gilbert. A imaginação simbólica. Lisboa: Edições 70, 1995.
GROIS, Boris. The border between word and image. Theory, Culture & Society, v. 28, n. 2, p. 94-108, 2011.
HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, Editora Revista dos Tribunais, 1990.
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