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domingo, 1 de março de 2026

CULTURA E CONSUMO AGORA NO SUBSTACK

Última atualização em 18-10-2026

Após dezesseis anos de publicações no Blogger, o Cultura e Consumo inicia uma nova etapa.

Os textos passam a ser publicados no Substack, em um ambiente mais adequado às dinâmicas atuais de leitura, circulação e diálogo.

Este blog permanece disponível como arquivo histórico, reunindo a trajetória construída desde 2010. O que permanecerá aqui continua sendo parte fundamental da identidade do projeto.

Se você deseja acompanhar os novos comentários e observações sobre cultura de consumo, marketing e construção de mercados, convido a acessar o 👉 Substack Cultura e Consumo. 

Agradeço profundamente a todos que leram, comentaram e acompanharam o Cultura e Consumo ao longo desses anos aqui no Blogger e gostaria muito de vê-los no Substack.

ACOMPANHE OS NOVOS POSTS AQUI (basta clicar nos títulos abaixo para ler o conteúdo):


domingo, 8 de fevereiro de 2026

Fevereiro de BBB, futebol e carnaval: o zeitgeist brasileiro do consumo de celebridades


BBB, Futebol e Carnaval: consumindo celebridades

Do sofá à arquibancada e à avenida, fevereiro parece reunir uma situação ímpar de exposição midiática e atenção do público por meio da tríade Big Brother Brasil (BBB), futebol e carnaval. É como se houvesse uma convergência perfeita para a definição de ídolos e vilões, processo típico da construção, do culto e do consumo da celebridade moderna.

A espetacularização privada e a céu aberto, transmitida pela TV e pelo streaming, envolve a performance de intimidades e relações, o herói de chuteiras portador de esperanças, bem como a estética de corpos que buscam a realeza sob os holofotes da passarela. É um verdadeiro “triângulo das bermudas midiático”: um espaço de atração irresistível onde o consumo em cada tela ou vitrine implica em identidade, pertencimento ou projeção.

Mais que isso, há uma dinâmica em que se cria um mercado com produtos e serviços, em que praticamente tudo vira um evento midiático pronto para espetacularização, consumo e culto às celebridades: o participante, o apresentador, o diretor e o digital influencer do BBB; o atleta, o técnico e o presidente do clube de futebol; o narrador, o comentarista, o repórter de campo da emissora de TV ou da plataforma de streaming que transmite a partida de futebol; a musa, a rainha da bateria, a porta bandeira, o passista, o puxador de samba e o presidente da escola de samba.

O volume de recursos envolvidos na estruturação e organização de cada vértice desse triângulo é considerável e inclui inúmeros agentes de mercado. Segundo o BPMoney, a Rede Globo deve faturar R$ 1,5 bilhão com o BBB neste ano. No futebol, a força econômica da Série A do Campeonato Brasileiro já movimenta receitas superiores a R$ 10 bilhões, conforme a Galapagos Capital. Já o carnaval deve atingir uma movimentação recorde de R$ 14,48 bilhões agora em 2026, segundo estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) publicadas no ICL Notícias.

A confluência neste mês entre BBB, a efervescência dos campeonatos estaduais e o andamento das primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro da Série A, somada à realização do carnaval, revela como a dinâmica de consumo e o culto às celebridades moldam, simultaneamente, a vida social e a economia nacional. Além disso, sugere o zeitgeist brasileiro para o mês de fevereiro.

Referências Conexas

Baran, M. T., & Porto, R. B. (2023). Influenciadoras de estilo de vida na mídia social: quais conteúdos e perfis atraem e retêm seguidores? ReMark - Revista Brasileira de Marketing, 22(5), 2133–2183. https://doi.org/10.5585/remark.v22i5.22837

Castelo, M. G., & Carvalho, J. L. F. D. S. (2005). O "Grande Irmão" e a empresa: indústria cultural, reality shows e espetáculos organizacionais. Cadernos EBAPE.BR, 3(1), 1-17. https://doi.org/10.1590/S1679-39512005000100007

Driessens, O. (2013). The celebritization of society and culture: Understanding the structural dynamics of celebrity culture. International Journal of Cultural Studies, 16(6), 641–657. https://doi.org/10.1177/1367877912459140

Lilti, A. (2017). The invention of celebrity. Polity Press.

Reale, G. S., & Dalmoro, M. (2021). Selvagens diante do espelho eurocêntrico: marketing como dispositivo de (re)produção e gestão da matriz de poder colonial. Revista Interdisciplinar de Marketing, 11(2), 165-181. https://doi.org/10.4025/rimar.v11i2.58716

Scharf, E. R., Vieira, F. G. D., Perassi, R., & Russi, E. (2017). Corporate brand building from the corporate stories perspective: A Brazilian football teams study. Cadernos EBAPE.BR, 15(1), 101–114. https://doi.org/10.1590/1679-395131375

Vieira, V. A. (2025). When following digital influencers on social media and buying their products used shapes consumption. Revista Interdisciplinar de Marketing, 15(1), 1-16. https://doi.org/10.4025/rimar.v15i1.69322

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

VI Encontro Cultura e Consumo Brasil


O VI Encontro Cultura e Consumo Brasil será realizado na cidade do Rio de Janeiro, no IAG Escola de Negócios da PUC-Rio, de 07 a 08 de novembro de 2024. 

O evento retoma o formato presencial após duas edições ocorridas de forma online e haverá painéis, palestras, e um conjunto de atividades, tanto para alunos com teses e dissertações em desenvolvimento, quanto para docentes que ensinam e pesquisam no campo de estudos de consumo.

Para saber mais sobre o evento, incluindo realização de inscrição, clique aqui.

domingo, 12 de abril de 2020

Cultura e consumo no Brasil




Organizado por Marcelo de Rezende Pinto e Georgiana Luna Batinga, professores da PUC Minas e da UFMS, respectivamente, o livro Cultura e Consumo no Brasil: estado atual e novas perspectivas é leitura obrigatória para pesquisadores e estudantes do campo de estudos de consumo. 

Publicado em 2018 pela Editora PUC Minas, o livro possui prefácio, texto de introdução escrito pelos organizadores, e mais treze capítulos, independentes entre si, assinados por vários pesquisadores brasileiros de diferentes instituições. Ao longo de 335 páginas, o livro está organizado da seguinte forma:

Prefácio
Letícia Moreira Casotti

Por que cultura e consumo no Brasil?
Marcelo de Rezende Pinto, Georgiana Luna Batinga

1. Preparando o caminho para a chegada da Consumer Culture Theory
Roberta Dias Campos, Thaysa Nascimento, Valéria de Pinho

2. Os estudos de consumo em uma perspectiva cultural e simbólica sob a ótica da teoria de marketing
Dalton Jorge Teixeira, Helena Belintani Shigaki

3. O campo da pesquisa da cultura de consumo no Brasil
Ronan Torres Quintão

4. Representações da família brasileira de baixa renda na mídia: um caso pioneiro à luz da cultura de consumo
Luís Alexandre Pessôa, Marcus Wilcox Hemais

5. Azul para os meninos, rosa para as meninas: heterossexismo, consumo, gênero e sexualidade
Severino Joaquim Nunes Pereira, Heloisio Moulin de Souza

6. Falsificação sim, mas de coração! Uma investigação interpretativa sobre o ato de presentear com produtos falsificados
Matheus Lemos de Andrade, Ramon Silva Leite, Silvia Salvador de Oliveira

7. O jovem brasileiro e o fenômeno do funk ostentação: um estudo avaliando a posição do jovem de alta e baixa renda
Sérgio Silva Dantas

8. Dialética dos extremos: refutando mitos sobre consumo erótico feminino
Luciana Castello da Costa Leme Walther

9. Transformative consumer research: reflexões, diretrizes e a interlocução com a Consumer Culture Theory
Gustavo Tomaz de Almeida, Bruno Medeiros Ássimos

10. A semiótica social, seus recursos e noção de cultura: abordagens úteis à CCT
Luiz Antônio Mattos do Carmo

11. Discutindo articulações entre a Consumer Culture Theory - CCT e a teoria da prática
Adriano de Mendonça Joaquim

12. Colocando a América Latina no/fora do mapa da CCT: caminhos para uma travessia teórico-reflexiva latino-americana em estudos de cultura do consumo
Marlon Dalmoro, Getúlio Sangalli Reale

13. Do olhar para o indivíduo à perspectiva de sistemas de mercado: uma análise dos distintos focos de estudo e o futuro da pesquisa em CCT
Rodrigo Bisognin Castilhos, Marcelo Jacques de Fonseca

quarta-feira, 3 de julho de 2019

III Encontro Cultura e Consumo Brasil



O III Encontro Cultura e Consumo Brasil será realizado nos dias 05 e 06 de setembro. Como tem sido em anos recentes, o evento acontecerá na cidade do Rio de Janeiro. Nesta oportunidade será nas dependências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), especificamente no auditório Prof. Almir Valladares Fraga. O tema do encontro desse ano será "a natureza do consumo", e a programação inclui a realização de várias atividades, como, por exemplo, discussões teórico-metodológicas e mentorias para alunos de mestrado e doutorado, integrando alunos com docentes. Para acesso as informações sobre a programação, basta clicar aqui. 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

I Encontro Cultura e Consumo Brasil




Nos dias 09 e 10 de novembro será realizado o I Encontro Cultura e Consumo Brasil. O evento acontecerá na cidade do Rio de Janeiro, nas dependências da COPPEAD / UFRJ. O propósito do encontro é "fortalecer a comunidade Cultura e Consumo Brasil, a partir de discussões teórico-metodológicas e mentorias para alunos de mestrado e doutorado, integrando alunos com docentes, teorias e métodos do campo". Para acesso a informações sobre a programação, basta clicar aqui. Haverá transmissão de atividades do evento por meio do Facebook. Para acesso ao link clique aqui.   

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Comunicação, cultura e consumo


Acaba de ser lançada a 5ª. edição de uma das mais importantes obras sobre cultura e consumo vinculadas à indústria da comunicação já publicadas no Brasil. Trata-se do livro “A Sociedade do Sonho: comunicação, cultura e consumo”, Editora Mauad, Rio de Janeiro, 208p. Escrito por Everardo Rocha, Professor-Associado do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, o texto é fruto de sua tese de doutorado, defendida no final dos anos 1980, sob orientação de Roberto DaMatta, no Programa Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A 1ª. edição foi publicada em 1995 e passados 17 anos o texto permanece atual como poucos. Isso, devido não só à densidade e consistência de sua construção teórica, feita sob uma perspectiva antropológica, como também à dimensão analítica nele presente. É uma leitura necessária para aqueles que desejam compreender a indústria da comunicação de massa, a estrutura de consumo a ela vinculada e a simbologia a ela circunscrita.
 
Esse post compõe uma série chamada "Olhar Acadêmico". Trata-se de observações sobre trabalhos acadêmicos na forma de artigos, dissertações, teses ou livros relacionados direta ou indiretamente ao campo de cultura e consumo. 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Facebook censura "Cultura e Consumo"

Não precisa estar na China, Síria ou Irã. Basta estar no Brasil e conectado a uma rede social. No caso, o Facebook. O post “o consumo da imagem da bunda”, escrito e publicado neste Blog no dia 1/12/2011, e que possuía um link no Facebook, foi retirado do ar no dia de ontem pelo próprio Facebook. Em uma primeira análise, talvez isso possa ser atribuído a algum mecanismo de busca do Facebook, que possivelmente encontre palavras cujo teor seja considerado chulo e retire automaticamente os links que as contêm. Talvez seja esse o caso. Ou não! Os estadounidenses costumam mencionar que “errar é humano, mas é preciso um computador para por tudo a perder”. Talvez alguém da própria equipe do Facebook, em algum tipo de busca, tenha julgado ofensivo o teor do post, ainda que um adolescente em início de carreira, com 12 anos de idade, pudesse lê-lo sem o menor constrangimento. Talvez, algum praticante do catolicismo tenha se sentido ofendido com a foto do post que lembra a imagem de A Última Ceia de Leonardo da Vinci e a tenha denunciado ao Facebook. Talvez isso, aquilo ou sei lá o quê. O fato é que houve censura no Facebook.

Referências Conexas

DEIBERT, Ronald; PALFREY, John; ROHOZINSKI, Rafal; ZITTRAIN, Jonathan. (Eds.) Access denied: the practice and policy of global internet filtering. Boston: MIT Press, 2008.

EBBS, Geoffrey; RHEINGOLD, Howard. Censorship on the information highway. Internet Research, v. 7, n. 1, p. 59-60, 1997.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

iPad, mas pode chamar de maçã do desejo

O trabalho de branding da Apple realmente é de fazer inveja. Muitas, mas muitas empresas mesmo, gostariam de ter a eficiência que a Apple tem no lançamento da maior parte dos seus produtos. A capacidade de definição e associação de conceitos às marcas e produtos que desenvolve e lança no mercado, levaram a Apple a criar uma cultura, uma tribo de consumidores.

Já se tornou comum as pessoas esperarem horas e horas em filas, ordeiramente e bem humoradas, para consumirem o que a Apple lança no mercado. Assim, a família “i” da Apple, seja iPad ou iPhone, não comunica mais apenas sobre a empresa ou os produtos. Fala claramente sobre os seus consumidores e define uma espécie de identidade para os mesmos.

É curiosa a natureza afetiva e simbólica da construção dos significados associados à Apple. Eles transcendem, e muito, a natureza cognitiva e funcional dos próprios produtos. Foi isso que se viu com o lançamento do iPad, um aparelho para acesso de diferentes mídias que mistura smartphone com notebook.

Se em termos de atributos, consequências e valores, de consumo e para o consumidor, o iPad irá corresponder às expectativas criadas em torno dele, só o tempo dirá. Por enquanto, independente do que acontecer à tribo dos “is”, é bem provável que a Apple esteja não só satisfeita com a possível venda de quase 10 milhões de unidades ao longo do ano, como também com o valor de suas ações no mercado.

Referências Conexas

AAKER, David A; KELLER, Kevin L. Consumer evaluations of brand extensions. Journal of Marketing, v. 54, n. 1, p. 27-41, 1990.

COVA, Bernardo; COVA, Veronique. Tribal marketing: the tribalisation of society and its impact on the conduct of marketing. European Journal of Marketing, v. 36, n. 5/6, p. 595-620, 2002.

VOGELSTEIN, Fred. The untold story: how the iPhone blew up the wireless industry. Wired Magazine, v. 16, n. 2, p. 1-3, 2008.