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domingo, 11 de janeiro de 2026

Blogger x Substack: qual é o melhor?

 

Blogger x Substack

Percebi algumas pessoas usando o Substack recentemente e fiquei a pensar sobre o meu blog, sua trajetória, e se seria pertinente migrar para a nova plataforma. Será que o Blogger já não serve mais? Será que estamos mesmo diante de uma plataforma inovadora? Ou será que a escolha entre uma e outra é apenas uma questão de funcionalidade e contexto?

Sei que a internet vive de ciclos de hype. Quase sempre, é como se as pessoas perguntassem: qual é a boa do momento? Quem tem interesse em escrever ou produzir algum conteúdo para disponibilizar digitalmente pode considerar que o Substack é a melhor coisa do momento.

Quando comecei a publicar comentários e observações sobre cultura de consumo, marketing e construção de mercados, o Blogger parecia ser a plataforma mais adequada para escolha, pois era gratuito, fácil de usar e atendia ao que eu estava pensando à época. 

O principal desafio de manter um blog é a regularidade. Além desse desafio, há os desafios de lidar com as novidades da internet. E o Substack, claro, é uma delas! A propósito de regularidade, lembro-me que quando comecei, um aluno que já tinha passado por essa experiência me fez um alerta curioso: "manter um blog é como ter uma chácara". Perguntei o que ele queria dizer com aquilo e ele respondeu o seguinte: "você tem duas grandes alegrias, uma quando compra e outra quando vende!" Bem, não comprei ou vendi chácara, e mesmo sem a regularidade desejada, o blog está por aqui. Mas isso não é tudo.

A questão é que o Substack é o assunto do momento na escrita digital, especialmente para quem acompanha redes sociais como o Instagram e observa pessoas conhecidas criando uma conta e postando por lá. Em um primeiro momento parece ser uma vantagem importante, pois é um tipo híbrido de espaço digital: algo como um blog clássico, uma rede social e também newsletter. Essa característica híbrida lembra bem aquilo que Firat e Venkatesh anteciparam décadas atrás, ou seja, o quanto as coisas na modernidade possuem um caráter híbrido.

O que eu e você sabemos é que há de tudo na internet. Há gente que gosta de ver imagens, assistir a vídeos, ouvir músicas, e também ler textos, ou todas essas coisas, juntas ou separadas. E, aparentemente, algumas pessoas se cansaram de ter suas opções definidas pelos algoritmos que atuam fortemente em redes sociais como o Facebook e o Instagram, por exemplo, e decidem tudo ou quase tudo o que as pessoas acessam. É bem possível que o Substack tenha desfrutado dessa oportunidade, proporcionando àqueles que lá publicam criarem uma comunidade ou viabilizarem newsletter.

A esse respeito, um post no Blogger parece aquele sujeito perdido em meio à multidão, esperando ser encontrado por alguém, enquanto um post no Substack é aquele sujeito que tem alguns conhecidos que têm o hábito de aparecer para dar um oi e bater um papo. De qualquer maneira, ainda que leitores do Substack recebam uma mensagem, elegantemente chamada de newsletter, comunicando sobre novos posts, ambos precisam de divulgação para obterem leitores e garantir audiência. 

Alguns pontos que pesam contra, ou não tão a favor assim do Substack, envolvem o fato de que é preciso ter o e-mail das pessoas, e muita gente já está com a caixa postal cheia de mensagens para receber mais uma enviada pelo Substack. Por outro lado, o conteúdo do Substack também precisa de divulgação, precisa ser comunicado por aí, seja no Instagram, no LinkedIn, no Facebook ou em outro espaço digital qualquer.

Bom, fiquei matutando sobre essas coisas no dia de ontem, que foi o aniversário de criação do Cultura e Consumo e, por fim, decidi ficar no Blogger e não ir para o Substack. Considerando o hype em torno do Substack, ficar no Blogger parece até uma ação de resistência digital (risos). De qualquer maneira, depois de 16 anos o blog já pode até ter RG e CPF. Acho que ele vai continuar por mais um tempo!

Referências Conexas

Balabanis, G., & Chatzopoulou, E. (2019). Under the influence of a blogger: the role of information-seeking goals and issue involvement. Psychology & Marketing, 36(4), 342-353.

Firat, A. F., & Venkatesh, A. (1995). Liberatory postmodernism and the reenchantment of consumption. Journal of Consumer Research, 22(3), 239-267.

Fontenelle, I. A. (2017). Cultura do consumo: fundamentos e formas contemporâneas. Rio de Janeiro: Editora FGV.

Meneses, M. Y. A., & Gómez-Escalonilla, G. (2025). Substack, the nem “home” for cultural journalism. Journalism and Media, 6(3), 128.

Newtiz, A. (2021). Where Substack went wrong. NewScientist, 250(3330), 22.

Pinto, M. de R., & Joaquim, A. de M. (Eds.). (2020). Cultura e consumo no Brasil: avançando em novas articulações. Belo Horizonte: Editora PUC Minas.

Quintão, R., & Pereira, S. (2017). Fórum estudos brasileiros no campo da pesquisa da Teoria da Cultura de Consumo. RIMAR - Revista Interdisciplinar de Marketing, 7(2), 191-193.

Senra, K. B., & Vieira, F. G. D. (2023). Desenvolvimento e teorização da cultura de consumo: origem e consolidação de uma perspectiva interpretativa e multidisciplinar. Caderno de Administração, 31(1), 91-109. 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

10 anos do blog Cultura e Consumo




Quando comecei a publicar o blog um ex-aluno meu fez um comentário curioso.

- Publicar um blog é como comprar uma chácara; você tem duas alegrias: uma quando compra e outra quando vende - disse ele.

Com o passar do tempo compreendi claramente o que ele quis dizer. Manter o blog tem sido uma experiência de aproximação e distanciamento. Em certos momentos é motivo de prazer, em outros nem tanto.

Em 10 anos muita coisa acontece. No universo da internet muito mais ainda. Trata-se de uma realidade que contempla não só condições virtuais, como dimensões exponenciais. Por mais que possa parecer, isso não é nada trivial. 

O Facebook conecta e desconecta pessoas, o YouTube redefiniu a noção de som e imagem, o Twitter modificou o que se entende por conteúdo, o WhatsApp é a palavra do dia, e o Instagram é o queridinho da vez. Em meio a tudo isso, o Blog transcendeu a ideia inicial de ser uma espécie de diário online e passou a ser uma forma de expressar o pensamento. Hoje em dia, sobretudo considerando o uso das diferentes redes sociais online, o Blog é uma forma de resistência.

Há exatos 10 anos eu criei o blog Cultura e Consumo e nele fiz o meu primeiro post. De início estive centrado em fenômenos de cultura e consumo presentes no nosso cotidiano e procurei lançar um olhar sobre tais fenômenos, entendendo-os como construções tanto individuais quanto coletivas. Em anos mais recentes tenho procurado fazer comentários e observações sobre cultura e consumo, bem como sobre administração de marketing e construção de mercados (market-making).

Agradeço por sua visita ao blog e por sua leitura dos posts que tenho feito. Espero que, de alguma maneira, essa forma de expressão tenha sido e possa continuar a ser relevante.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

60 mil visitas



Na semana passada o blog Cultura e Consumo completou 60.000 visitas e mais de 87.000 page views.

Criado com o propósito de tratar de fenômenos de cultura e consumo, hoje o blog também incorpora observações sobre estruturas e agentes de mercado.

Obrigado a todos aqueles que visitam o blog e acompanham os posts nele publicados.

domingo, 1 de junho de 2014

50.000 Visitas




O blog Cultura e Consumo completou recentemente o número de 50.000 visitas e mais de 72.000 page views, algo que aconteceu após 4 anos e 4 meses de seu lançamento. 

Tendo sido iniciado com a proposta de ser um espaço para considerações sobre fenômenos de cultura e consumo, aos poucos o blog foi também incorporando comentários acerca de questões relacionadas a estruturas e agentes de mercado. 

Obrigado a todos aqueles que têm passado por aqui de vez em quando e feito uma visita ao blog, acompanhando os posts nele publicados. Continuem sendo bem-vindos!

sábado, 31 de agosto de 2013

Novo Blog: Marketing, Consumo e Sociedade

Foi lançado dia 27/08/2013, terça-feira dessa semana, pelo Prof. João Felipe Sauerbronn, o blog Marketing, Consumo e Sociedade. O blog tem o propósito de promover a divulgação e incentivar reflexões e discussões relacionadas à temática que lhe confere o título.
 
A produção de conteúdos para o blog estará, também, relacionada aos estudos, pesquisas e experiências desenvolvidas no Observatório de Marketing, Consumo e Sociedade, grupo de pesquisa com base na UNIGRANRIO (Universidade do Grande Rio), cadastrado no Diretório de Pesquisa do CNPq. Visite o blog clicando aqui.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

3 anos e 35.000 visitas

O blog Cultura e Consumo completa hoje três anos de seu lançamento. Nesse período recebeu 35.358 visitas e teve 51.448 page views. Obrigado a todos aqueles que têm passado por aqui de vez em quando e feito uma visita ao blog, acompanhando os posts nele publicados. Continuem sendo bem-vindos! 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Facebook censura "Cultura e Consumo"

Não precisa estar na China, Síria ou Irã. Basta estar no Brasil e conectado a uma rede social. No caso, o Facebook. O post “o consumo da imagem da bunda”, escrito e publicado neste Blog no dia 1/12/2011, e que possuía um link no Facebook, foi retirado do ar no dia de ontem pelo próprio Facebook. Em uma primeira análise, talvez isso possa ser atribuído a algum mecanismo de busca do Facebook, que possivelmente encontre palavras cujo teor seja considerado chulo e retire automaticamente os links que as contêm. Talvez seja esse o caso. Ou não! Os estadounidenses costumam mencionar que “errar é humano, mas é preciso um computador para por tudo a perder”. Talvez alguém da própria equipe do Facebook, em algum tipo de busca, tenha julgado ofensivo o teor do post, ainda que um adolescente em início de carreira, com 12 anos de idade, pudesse lê-lo sem o menor constrangimento. Talvez, algum praticante do catolicismo tenha se sentido ofendido com a foto do post que lembra a imagem de A Última Ceia de Leonardo da Vinci e a tenha denunciado ao Facebook. Talvez isso, aquilo ou sei lá o quê. O fato é que houve censura no Facebook.

Referências Conexas

DEIBERT, Ronald; PALFREY, John; ROHOZINSKI, Rafal; ZITTRAIN, Jonathan. (Eds.) Access denied: the practice and policy of global internet filtering. Boston: MIT Press, 2008.

EBBS, Geoffrey; RHEINGOLD, Howard. Censorship on the information highway. Internet Research, v. 7, n. 1, p. 59-60, 1997.