A vida é um drama. Não necessariamente com um final feliz. Milhares de pessoas precisam e esperam a doação de algum órgão, como rim, fígado, córnea, para a realização de transplantes e tentativa de prolongar o tempo de vida. Nem sempre, contudo, as doações acontecem. Isso faz com que se discuta sobre, e pressione para, a liberação do comércio de órgãos humanos.
Há vários anos - mais de uma década -, tem-se tentado promover um debate sobre essa questão. A liberalização do comércio legitimaria o consumo de órgãos humanos por humanos. Os defensores do livre comércio, liberais em essência, acreditam que a comercialização de órgãos resolveria uma série de problemas e ajudaria a salvar vidas. Aqueles que são contra argumentam, principalmente, que um comércio dessa natureza ultrapassaria limites do ponto de vista moral e induziria pessoas sem rendimento econômico a se mutilarem para vender seus próprios órgãos, como o rim.
A rigor, qualquer que seja a posição que se venha a ter sobre essa questão, ela envolve uma lógica perversa de construção e formatação de um mercado que, antes de mais nada, atende aos interesses das indústrias médica, hospitalar e farmacêutica.
Obs.: a foto acima é de um outdoor na Estação de Metrô Queensway, localizada em Bayswater Road, Londres, Inglaterra.
Esse post compõe uma série chamada “Nota de Viagem”. Trata-se de um conjunto de pequenas observações realizadas durante viagens.








