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domingo, 30 de junho de 2019

Sobre o Autoritarismo Brasileiro





Escrito por Lilia Schwarcz e publicado recentemente pela Companhia das Letras, Sobre o Autoritarismo Brasileiro, 273p., R$ 49,90, é um livro que considero como pertencente àquela categoria de leitura necessária. Trata-se de uma contribuição para compreender o Brasil, que é particularmente relevante se levarmos em conta o momento atual vivido em nosso país.

Sugerindo uma espécie de travessia que não terminou, ao longo de oito capítulos o livro aborda temas e questões imbricadas na história e formação social brasileira. Escravidão e racismo, mandonismo, patrimonialismo, corrupção, desigualdade social, violência, raça e gênero, e intolerância, são tratados de forma analítica por meio de acontecimentos e dados.

A leitura do livro revela inúmeros equívocos que são cometidos a respeito do brasileiro, a começar pela ideia amplamente disseminada de que somos um povo "gente boa". É curioso pensar como essa ideia tem sido aceita - e ela não necessariamente está alicerçada no conceito de homem cordial de Sérgio Buarque de Holanda. O fato é que a realidade objetiva do cotidiano social brasileiro não só traz em si, como também perpetua, as mazelas de sua constituição histórica enquanto nação. E nessa constituição, as ideias de respeito e tolerância estão ausentes. Mesmo quando querem se fazer democráticos, brasileiros têm sido autoritários e violentos.   

Esse post compõe uma série chamada "Olhar Acadêmico". Trata-se de observações realizadas sobre trabalhos acadêmicos na forma de artigos, dissertações, teses ou livros, relacionados direta ou indiretamente ao campo de cultura e consumo.

domingo, 3 de março de 2019

Ditados populares na parede



Tempos atrás estava a procura de um filme já antigo, e que não constava na relação de filmes disponíveis em serviços de streaming a que tenho acesso. Lembrei-me de uma antiga locadora de vídeos ainda em funcionamento na cidade. Ao chegar lá me deparei com vários ditados populares impressos e pregados na parede que ficava atrás do balcão de atendimento. Sempre achei que os ditados populares dizem muito sobre nossa cultura e sobre a maneira que pensamos. Observar os elementos discursivos que usam e tentar desvendar os seus significados e contextos é um desafio sempre presente em estudos de consumo, sobretudo pela natureza simbólica que possuem e pelo caráter de mediação que exercem na comunicação entre as pessoas. Pedi permissão para fotografar os ditados e os transcrevo abaixo, na forma em que se encontravam pregados na parede.

"Uma pequena ajuda é melhor que muita oração."

"Fome e saudades 2 coisas que eu sempre mato ... e nunca morrem."

"Quanto mais eu ouço músicas novas, mais eu gosto das antigas."

"Deus não aponta o dedo estende a mão."

"O hábito de falar com Deus ajuda o nosso jeito de falar com as pessoas."

"As vezes parece que a vida é um teste pra ver se a gente vai cometer suicídio ou homicídio primeiro."

"Para os dias bons: sorrisos, para os dias ruins: paciência, para todos os dias: fé."

"O mal do homem é errar com a mulher certa. E o da mulher é insistir no homem errado."

"Deus não vive em igreja. Vive em você."

  "Muitas pessoas gastam dinheiro que não tem, para comprar coisas que não precisam, para impressionar pessoas que não gostam."

"Quem mata o tempo não é assassino. É um suicida."

"Filho, tem muita gente colocando preço na Fé. Você não tem que pagar ninguém para Deus te ajudar."

"Viver sem ler é perigoso, te obriga a crer no que te dizem."

"Acredite em si mesmo, pois até a sua sombra te abandona no escuro."

"O tempo não muda as pessoas, ele mostra quem elas realmente são."

"Escolha pessoas que te fazem perder a hora e não seu tempo."

"Faça o bem porque o mundo vai mal!"

"Nem teus próprios inimigos podem lhe causar tanto dano quanto os teus pensamentos."

"Quem come do fruto do conhecimento é sempre expulso de algum paraíso."

"As mãos que ajudam são mais sagradas do que os lábios que rezam."

"A fé não dá respostas, só impede perguntas."

"Quem não luta pelo futuro que quer, tem que aceitar o futuro que vier."

"Saia do conforto do cotidiano e entre no conflito da mudança."

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A imprensa e as olimpíadas



Segunda-feira de manhã cedo acessei o website de alguns dos principais jornais brasileiros que possuem edição impressa. Tive a intenção de ler o que reportavam sobre os Jogos Olímpicos do Rio 2016, que se encerraram no dia anterior. Fiz uma verdadeira viagem virtual de norte a sul e de leste a oeste do país, como se estivesse adentrando redações com diferentes sotaques. Pude perceber, em linhas gerais, o quanto trataram os Jogos de modo quase uníssono: elogios à cerimônia de encerramento e críticas aos gastos com a realização dos eventos - essas últimas puderam ser vistas particularmente nos jornais de São Paulo. 

Olhando retrospectivamente, desde 2009 - quando foi feito o anúncio da realização dos Jogos no Rio de Janeiro - até a segunda-feira passada, fiquei com o sentimento de que a imprensa passou por três estágios em relação às Olimpíadas: (i) dúvida, (ii) admiração, e (iii) crítica. Pareceu-me uma espécie de déjà vu do tratamento dado à Copa do Mundo da FIFA, aqui ocorrida em 2014. Grosso modo, a imprensa se tornou previsível!

Referências Conexas

Adorno, T. W. (2009). Indústria cultural e sociedade. São Paulo: Paz e Terra.

Almeida, A. C. (2007). A cabeça do brasileiro. Rio de Janeiro: Record.

Schüler, F., & Axt. G. (orgs.) (2005). 4x Brasil: itinerários da cultura brasileira. Porto Alegre: Artes e Ofícios.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Banhos de Ano Novo




Em um país tropical toma-se banho em vários lugares e de tudo quanto é jeito: no banheiro, no quintal com a mangueira, na piscina, na cachoeira ou no próprio rio, no açude ou no mar. O que não falta é local e oportunidade para o banho. Os europeus parecem nunca ter compreendido de modo adequado o apetite para o banho existente abaixo da linha do equador. Talvez seja a herança indígena da América do Sul. 

Com base na centralidade que o banho tem no cotidiano do brasileiro, companhias como a Body Store, que procura se posicionar como uma empresa de produtos naturais, aproveitam a ocasião do Ano Novo e associam produtos ao banho. Mas não é qualquer banho! É um tipo de banho que leva embora energias negativas - para místicos e supersticiosos isso é assunto para muita conversa .

Como forma de tangibilizar o ritual em torno do banho e do banho que prepara o indivíduo para um ano que se inicia e que se quer melhor, a Body Store lançou o kit Contagem Regressiva. São sete pequenos vidros com essências diferentes e com finalidades específicas. A receita proposta é usar uma essência para cada um dos sete dias que antecedem o Ano Novo. A simbologia envolve desde a própria noção de limpeza já presente no banho, até a busca de equilíbrio e renovação.

A proposta é de fato curiosa, especialmente porque envolve uma certa disciplina de quem pretende usar o kit, pois terá que usar uma essência diferente por dia. Seguir o rito deve ser tarefa fácil para quem está nos trópicos e em pleno verão. O difícil deve ser lidar com a expectativa que os banhos devem criar. Em todo caso, se não operarem milagres para o Ano Novo terão servido para a higiene pessoal.

Obs.: foto da vitrine de uma loja da Body Store em shopping center.

Referências Conexas

Cascudo, L. C. (2001). Superstição no Brasil. São Paulo: Global Editora.

Dolgin, A. (2009). The economics of symbolic exchange. Heildelberg: Springer.

Hirschman, E. C. (1981). Comprehending symbolic consumption: three theoretical issues. In: Hirschman, E. C., & Holbrook, M. B. (Ed.) Symbolic Consumer Behavior (pp. 4-6). Duluth: Association for Consumer Research.

Wattanasuwam, K. (2005). The self and symbolic consumption. Journal of American Academy of Business, 6(1), 179-184.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Consumo de superstições para o Ano Novo

Acreditar que o Ano Novo será melhor do que o ano que termina é sempre algo bom. Julgar que se pode interferir e fazer alguma coisa para que isso aconteça, parece ser melhor ainda. A cultura brasileira é repleta de elementos que caracterizam e performam essas crenças. Alguns são frutos da imaginação popular, outros do sincretismo religioso experimentado no Brasil, e outros, ainda, da relação com outros povos e culturas, talvez por meio da chamada globalização.
 
Empresas que operam no mercado brasileiro aproveitam e incorporam aos seus produtos, com relativo sucesso, elementos que podem ser consumidos como superstições para o Ano Novo. Em 2012 a São Paulo Alpargatas, empresa que produz as Sandálias Havaianas, fez isso de forma bem sucedida quando lançou uma série especial de sandálias para o Ano Novo. A série recebeu o título de "Havaianas 7 Ondas".
 
O propósito da empresa consistia em que ao adquirir a sandália, o consumidor poderia celebrar o ritual de pular 7 ondas e ter 7 desejos à meia-noite do dia 31 de dezembro. Junto com a sandália a empresa disponibilizou 7 pequenos pins, vendidos separadamente, que poderiam ser fixados nas tiras da sandália, cada um com uma representação simbólica diferente: moeda, pimenta, pomba, trevo, sol, coração e a própria Havaianas que, nesse caso, e segundo o fabricante, representaria a brasilidade, o bom humor e a ginga.
 
A Lacoste também tem explorado o consumo de superstições para o Ano Novo. Há três anos lança uma edição limitada de sua famosa camisa pólo. Trata-se da "Wish Edition - Sortes Brasileiras". São quatro camisas brancas, porém cada uma com um detalhe em cor diferente e significado também diferente: vermelho (romã), azul (ondas), verde (louro) e amarelo (trigo).
 
O consumo simbólico ocorre todos os dias, durante todo o ano. No entanto, parece ser mais intenso no mês de dezembro e no final do ano. O curioso é observar que, em boa medida, pressupõe a existência de um dispositivo material para a sua realização.
 
Referências Conexas
 
Cascudo, L. C. (2001). Superstição no Brasil. São Paulo: Global Editora.
 
Dolgin, A. (2009). The economics of symbolic exchange. Heildelberg: Springer.
 
Hirschman, E. C. (1981). Comprehending symbolic consumption: three theoretical issues. In: Hirschman, E. C., & Holbrook, M. B. (Ed.) Symbolic Consumer Behavior (pp. 4-6). Duluth: Association for Consumer Research.
 
Wattanasuwam, K. (2005). The self and symbolic consumption. Journal of American Academy of Business, 6(1), 179-184.

domingo, 2 de junho de 2013

As devassas da Devassa: cervejas, mulheres e machismo

A cerveja é uma bebida milenar e que pode ser encontrada em praticamente todos os lugares do mundo. Vários são os seus tipos e diferentes são suas aparências, aromas e composições. A cerveja mais frequentemente encontrada no Brasil, tanto em supermercados, quanto em bares e restaurantes, é aquela do tipo pilsen, que é clara, de baixa fermentação e levemente amarga.
 
No imaginário brasileiro, particularmente do consumidor dessa bebida, a cerveja do tipo pilsen é conhecida pelo substantivo feminino “loura”. Tal denominação foi incorporada à linguagem cotidiana e se tornou gíria. É bastante comum no ambiente de bares e botecos ouvir alguém dizer “traz uma loura gelada”.
 
Embora praticamente todas as companhias que operam no mercado nacional ofertem a cerveja do tipo pilsen, tem sido menos raro encontrar outros tipos de cerveja. Isso não só estimula novas experiências de consumo, como também possibilita a ampliação da produção simbólica em torno da cerveja. Esse é o caso ocorrido por meio da expansão da linha de cervejas da Cervejaria Devassa.
 
A Devassa lançou no mercado cervejas do tipo lager, pale ale e dark ale, que foram denominadas como devassas loura, ruiva e negra. Além dessas cervejas, lançou um chope do tipo weiss e um outro baseado na cerveja do tipo pale ale britânica, denominando-os de devassas sarará e índia.
 
O conjunto das cervejas e chopes remete a um universo composto por vários tipos de mulheres: loura, ruiva, negra, sarará e índia. Um paraíso sobre a terra para os apreciadores de cerveja. Diferentes possibilidades ao alcance da mão.
 
Embora, com algum esforço de compreensão, a denominação possa querer soar inclusiva e sugerir diversidade, é curioso observar como se coloca abertamente a mulher em posição de objeto e se assume uma posição machista por meio da simbologia que se cria em torno desses produtos.
 
Referências Conexas
 
Costa, F. J. da, & Cavalcante, A. A. (2007). Comportamento do consumidor de cerveja: proposta de uma tipologia baseada na imagem e nas intenções em relação à marca. Revista de Negócios, 12(4), 71-85.
 
McCracken, G. (1993). The value of the brand: an anthropological perspective. In D. A. Aaker & A. L. Biel (Eds.), Brand equity & advertising: advertising’s role in building strong brands (pp. 125-142). Hillsdale: Psychology Press.
 
Ribeiro, M. M., Della Lucia, S. M., Barbosa, P. B. F., Galvão, H. L., & Minim, V. P. R. (2008). Influência da embalagem na aceitação de diferentes marcas comerciais de cerveja tipo Pilsen. Ciência e Tecnologia de Alimentos, 28(2), 395-399.
 
Silva, M. R. V. da. (2010, outubro). A construção da mulher como objeto de consumo em anúncios publicitários de cerveja: uma abordagem discursiva. Anais do Encontro do Círculo de Estudos Linguísticos do Sul, Palhoça, SC, Brasil, 9.
 
Urdan, F. T., & Urdan, A. T. (2001, setembro). O impacto da marca sobre as preferências do consumidor: um experimento com cervejas. Anais do Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 25.

domingo, 26 de maio de 2013

Pão de queijo e tapioca em novos sabores e consumo

A cultura, como expressão material por meio dos alimentos, transforma-se a cada dia, de uma forma extremamente rica e imprevisível. Parte como processo de produção conduzido por instituições do mercado, parte como processo de reprodução e ressignificação por meio de hábitos de consumo.
 
Tal transformação é passível de ser observada em alimentos como o pão de queijo e a tapioca, que ao longo do tempo foram modificados em termos de sabores, texturas, aromas, formas, espaços e ocasiões de consumo, tendo recebido novos significados.
 
A tapioca e o pão de queijo têm suas origens vinculadas à cultura das populações indígenas e têm como base do preparo o polvilho que é extraído da mandioca. Durante muitos e muitos anos foram consumidos de forma bastante simples, circunscrita a regiões específicas do Brasil onde eram, e ainda são, alimentos populares. Hoje em dia, porém, essa característica de consumo foi modificada.
 
O consumo da tapioca foi além das fronteiras do nordeste, já com os emigrantes que foram para o Rio de Janeiro e São Paulo. Do mesmo modo, o pão de queijo, de Minas Gerais e Goiás, passou a ser consumido em praticamente todo o Brasil. No caso do pão de queijo, que também virou item de exportação para outros países, o processo de industrialização, com a refrigeração e o congelamento das unidades já prontas para serem assadas, facilitou a expansão do consumo.
 
A tapioca não é mais apenas o polvilho com um pouco de coco ralado e manteiga da terra, servida de forma enrolada e comida com as mãos. É tapioca de frango, muzarela, brigadeiro, goiabada e doce de leite, entre outras possibilidades, e é comida com garfo e faca. O pão de queijo, por sua vez, não é mais só de queijo. É também de calabresa, goiabada, chocolate, frango e por aí afora. Continua, no entanto, a ser comido com as mãos. Do lugar simples da cozinha com fogão a lenha para a lanchonete, o restaurante e o hotel sofisticado, esses alimentos mudaram de lugar e foram transformados.
 
Referências Conexas
 
Montanari, M. (2006). Food is culture. New York: Columbia University Press.
 
Muzzio, H., & Castro, D. J. de. (2008, junho). Quantos somos nós? Uma reflexão sobre os brasis culturais. Anais do Encontro de Estudos Organizacionais, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 5.
 
Silva, R. C. T. da, Lucena, K. & Fragoso, P. M. de A. (2011). A tapioca de Olinda em food design – uma releitura da raiz até o Alto da Sé. Revista de Trabalhos Acadêmicos, 3, 1-66.
 
Solier, I. de. (2013). Food and the self: consumption, production and material culture. Oxford: Berg Publishers.
 
Souza, M. D. C. A., & Hardt, P. P. (2002). Evolução dos hábitos alimentares no Brasil. Revista Brasil Alimentos, 15, 32-39.

domingo, 3 de outubro de 2010

Cultura da transferência da responsabilidade

A culpa é sempre sua, nunca minha! Essa é uma máxima que se verifica cotidianamente das mais diferentes formas na sociedade brasileira hoje em dia. Nas relações profissionais e mesmo nas relações de caráter pessoal, é possível observar o quanto se transfere para outros a responsabilidade por atos e ações que são sinônimos de problemas, equívocos ou resultados avaliados como negativos.

Exemplos simples desse fenômeno podem ser constatados de diversas maneiras: o gerente nunca é o responsável, o funcionário é que não soube fazer o trabalho; o vendedor não deve ser responsabilizado, o problema é da fábrica que produziu o produto com defeito; o entregador não poderia fazer melhor, o trânsito é que estava horrível; o governador não tem como apresentar uma solução mais adequada, pois a legislação não permite; o deputado não pode fazer algo diferente, dado que a pauta das votações está trancada; o policial não pode implementar adequadamente a lei seca, já que há apenas um bafômetro na cidade; o garçom não pode responder pelo erro no pedido, visto que foi o cozinheiro que não prestou atenção no prato; é possível, sim, agir de uma determinada forma, a interpretação da legislação é que não está correta.

Dito de uma forma simples, é como se houvesse uma condição tácita de que se algo aconteceu de errado, a culpa não é minha; pelo contrário, é dele ou dela. Culturalmente, esse fenômeno parece ter uma relação com a situação de querer estar em vantagem em relação ao outro. Se a responsabilidade é sempre dos outros e nunca de um determinado indivíduo, esse tenderá a estar sempre em uma situação de harmonia com os interlocutores que tem em perspectiva e, por conseguinte, jamais em situações desconfortáveis de conflito. Tem-se, assim, e em tese, uma condição em que o indivíduo está pessoal ou profissionalmente envolvido, mas nunca é responsabilizado.

Esse fenômeno cultural tende a ser recrudescido devido não só ao ambiente cada vez mais competitivo das organizações brasileiras, como também à crescente fragilidade dos vínculos pessoais e profissionais nessas mesmas organizações.

Referências Conexas

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

DaMATTA, Roberto A. O que faz o Brasil, Brasil? Rio de Janeiro: Rocco, 1997.

VIEIRA, Francisco. G. D. ; CRUBELLATE, João M.; SILVA, Ilse G. ; SILVA, Wânia. R. Silêncio e omissão: aspectos da cultura brasileira nas organizações. Revista de Administração de Empresas – Eletrônica, v. 1, n. 1, p. 1-14, 2002.