Novo. Ano novo. Vida nova. Pouca gente gosta de imaginar que
o tempo passa e tudo está como antes. A ideia de evolução permeia o cotidiano. Espera-se
que as coisas mudem. A percepção da mudança está, indubitavelmente, atrelada ao
olhar retrospectivo. Sob esse aspecto é comum o consumo de índices nessa época
do ano. Índices relativos ao que passou. Índices que indicam performances.
Índices para comparação. Índices para alimentar previsões acerca do que virá.
Previsões de quase tudo. Desde previsões sobre os signos do zodíaco e
felicidade pessoal a previsões sobre economia, política, e o futuro da
humanidade. Trata-se o mundo – e a vida – como um quebra-cabeça ora simbólico,
ora material: juntando pedaços para tentar antever o futuro.
Esse post compõe uma série chamada "Dropes". Trata-se de rápidas observações baseadas em fragmentos do dia-a-dia.
