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sábado, 26 de março de 2011

O consumo de enciclopédias

Três ou quatro décadas atrás, era praticamente impossível ser estudante ou acadêmico sem usar uma enciclopédia. Trabalhos escolares ou consultas de conhecimentos gerais, no próprio cotidiano, eram feitas lançando-se mão desse maravilhoso tipo de publicação que reúne grande volume do saber até então acumulado.

Hoje em dia, a enciclopédia caiu em desuso. O consumo de consultas online, feitas no Yahoo! e, sobretudo, no Google, desestimulou o mercado editorial ao lançamento de novas edições. A Enciclopédia Britânica em edição impressa, que era um ícone do mercado editorial, virou peça de museu. Restou a Wikipedia, que é construída coletivamente e que pode ser acessada por meio da internet – as concorrentes não têm a mesma intensidade de consumo.

Fora do Brasil, particularmente no mercado anglo-saxão, as editoras ainda insistem na publicação de enciclopédias, apesar de nem sempre darem exatamente esse nome para suas publicações. Os chamados handbooks e obras de referência são, em última análise, espécies de enciclopédias.

Um exemplo desse tipo de produto para consumo técnico, acadêmico ou geral, pode ser visto por meio das publicações da SAGE, editora britânica. A propósito, a SAGE está oferecendo acesso livre para várias de suas enciclopédias e obras de referência até o dia 23 de abril desse ano (veja imagem acima, no início deste post). Clique aqui, caso queira fazer o registro e posterior acesso ao conteúdo.

Referência Conexa

CAVEDON, Neusa R.; CASTILHOS, Rodrigo B.; BIASOTTO, Lívia D.; CABALLERO, Indira N.; STEFANOWSKI, Fabiana de L. Consumo, colecionismo e identidade dos bibliófilos: uma etnografia em dois sebos de Porto Alegre. Horizontes Antropológicos, v. 13, n. 28, p. 345-371, 2007.